Peças Originais e Manutenção de Empilhadeiras

Mercado  de  peças  para  empilhadeiras  enfrenta  muitos  desafios  no  Brasil,  com  situação diferente  na  Europa.  Apesar disso,  está  bastante aquecido motivado  pelo  aumento  do  consumo de empilhadeiras. Porém, a alta carga tributária  sobre o produto importado favorece  o  mercado  de peças  multimarcas.

A  manutenção  e  a  substituição  de peças de uma empilhadeira já não são mais feitas da mesma maneira que antigamente. Isso porque os equipamentos atuais  são  mais  sofisticados  e  as  peças. E que também seguem essa tendencia.  De acordo com Piovan, o grande número de fabricantes  de peças  multimarcas  pode ser  tanto  positivo  como  negativo  para o mercado. “O cliente compra uma peça multimarca  de baixa qualidade  e com preço bem mais competitivo uma única vez, e percebe que a peça original tem durabilidade quatro vezes maior. Acaba fazendo os cálculos e voltando para peças originais”, acredita. “Em  uma simples consulta à internet é fácil ver a quantidade de distribuidores de peças de empilhadeiras. Porém metade desse mercado é de empresas informais, que acabam ganhando os clientes pelo preço”.
A  opinião  de  Jean  é  compartilhada por Geraldo, da Clark. “O que acaba acontecendo na prática é que o fabricante de empilhadeiras faz uma encomenda de mil peças a um fornecedor, por exemplo,”. Este, por sua vez, fabrica oito mil ao invés  de  mil.  Essa  diferença alimenta  o mercado  paralelo.

Outra situação  vivenciada  por  nós:  quando  rejeitávamos  um lote  de  peças com defeito,  devolvíamos ao fabricante. Logo em seguida, essas peças voltavam ao mercado, sendo comercializadas  pelas empresas multimarcas.

Piovan  faz  outro  alerta:  “o  próprio fabricante compra do mercado paralelo para suprir uma necessidade emergente  de  seu estoque.  Se  o  cliente retirar as diversas etiquetas daquela peça verá que é proveniente do mercado paralelo, o que é um absurdo”.
Erasmo,  da  Hyundai,  explica  que  é dificílimo  comprovar  a  qualidade  de um filtro, por exemplo. “O cliente só vai perceber a qualidade de um filtro com o passar do tempo. O distribuidor deve investir na força da marca, mostrar que seu produto custa um pouco mais, mas a qualidade é garantida”.

“Uma  técnica  simples  para  mostrar a  diferença  entre  um  filtro  genuíno  e um  multimarca  de  baixa  qualidade  é comparar  o  peso  entre  eles.  O de  boa qualidade será cerca de 50 gramas mais pesado que o outro. Não só a especificação do papel é diferente, se você dobrar o de baixa qualidade ele trincará”, sugere André, da Paletrans.
Piovan destaca a perda de garantia com o uso de peças de baixa qualidade. “O cliente é fiel à marca durante o período de garantia do produto pois sabe que se tiver algum problema no veículo e este estiver com peça não original, perderá a garantia.”
Seguindo  essa  linha  de  raciocínio João, da Alphaquip, explica: “se o motor  de  uma  empilhadeira  quebra  e  ela está  com  uma peça  comprada  de uma distribuidora, o cliente pode exigir que esta faça o reparo. Já se for comprada uma peça multimarca, ele fica sem ter a quem recorrer”.

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